23/01/15

Pessoas otimistas têm uma melhor saúde cardiovascular, segundo um estudo publicado na edição de janeiro do periódico Health Behavior & Policy Review. A pesquisa constatou que os otimistas possuem duas vezes mais chances de terem uma saúde cardiovascular ideal em comparação com os pessimistas.
 
O estudo contou com a participação de 6.000 pessoas que foram acompanhadas por onze anos. Os pesquisadores verificaram a saúde cardiovascular dos participantes por meio de medição e análise de pressão arterial, índice de massa corpórea (IMC), glicose, colesterol, dieta, atividade física e tabagismo. A cada fator positivo, atribuíam uma pontuação para o indivíduo, que variava de 0 a 2. Os participantes também fizeram testes que mediam saúde mental e física e nível de otimismo.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Optimism and Cardiovascular Health: Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis (MESA)​

Onde foi divulgada: periódico Health Behavior & Policy Review.

Quem fez:  Rosalba Hernandez, Kiarri N. Kershaw, Juned Siddique, Julia K. Boehm e colegas.

Instituição: Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

Resultado: Otimistas têm duas vezes mais chances de terem uma boa saúde do coração, quando comparados com os pessimistas.
Resultados — De acordo com os autores da pesquisa, a pontuação da saúde aumentava conforme o grau de otimismo. As pessoas que tinham uma visão mais positiva da vida (e de suas doenças) foram até 50% mais propensas a terem as pontuações na faixa intermediária e 76% na ideal.

Os otimistas também se mostraram mais ativos fisicamente, menos propensos ao tabagismo, mais magros e com melhores taxas de açúcar e colesterol no sangue.



Fonte: Portal Veja

22/01/15

Mulheres que seguem seis práticas saudáveis têm 92% menos risco de sofrerem um ataque cardíaco. Essa foi a conclusão de um estudo com mais de 70.000 participantes publicado no periódico Journal of the American College of Cardiology.
 
Foram considerados hábitos saudáveis não fumar, ter um índice de massa corpórea (IMC) normal, praticar atividade física por pelo menos duas horas e meia por semana, assistir menos de sete horas de televisão por semana, consumir no máximo uma dose de álcool por dia e seguir uma dieta saudável.

Análise — As participantes tinham em média 37 anos no início do estudo. Ao longo de duas décadas, elas foram submetidas a um questionário sobre seu estilo de vida, repetido a cada dois anos.

Durante o tempo de monitoramento, 456 participantes tiveram um ataque cardíaco. Outras 31.691 foram diagnosticadas com pelo menos um fator de risco para doenças cardiovasculares, como diabetes tipo 2 e hipertensão.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Healthy Lifestyle in the Primordial Prevention of Cardiovascular Disease Among Young Women​

Onde foi divulgada: periódico Journal of the American College of Cardiology.

Quem fez: Andrea K. Chomistek, Stephanie E. Chiuve, A. Heather Eliassen, Kenneth J. Mukamal, Walter C. Willett e Eric B. Rimm.

Instituição: Faculdade de Saúde Pública de Harvard, Universidade de Saúde Pública Bloomington, entre outras.

Resultado: Seis hábitos saudáveis reduzem em 92% risco de ataque cardíaco em mulheres.
Enquanto as taxas de mortalidade para doenças do coração têm diminuído nas últimas quatro décadas nos Estados Unidos, as mulheres com idades entre 35 e 44 anos não seguiram esse declínio”, afirma Andrea Chomistek, coautora do estudo e pesquisadora da Universidade de Saúde Pública Bloomington, nos Estados Unidos. “Essa disparidade pode ser explicada por escolhas não saudáveis de estilo de vida.”

Hábitos — Os pesquisadores concluíram que as voluntárias que aderiam a todos os seis hábitos saudáveis tinham 92% menos risco de sofrerem um ataque cardíaco e 66% de desenvolver algum fator de risco para doenças do coração.

De acordo com os autores, se todas as participantes tivessem seguido as práticas saudáveis, três quartos dos ataques cardíacos não teriam acontecido. Além disso, a mulher que já apresentava um fator de risco e que começou a seguir pelo menos quatro das práticas apresentou uma diminuição significativa do risco de desenvolver doença no coração.

Essa é uma importante mensagem de saúde pública. Incorporar esses hábitos de vida o quanto antes é um método fácil de prevenir futuros problemas no coração”, diz Andrea.


Fonte: Portal Veja

21/01/15

A prática regular de atividades físicas é uma medida de hábito de vida preconizada para evitar o aparecimento da hipertensão arterial (pressão alta).A crescente procura da natação como uma forma de prevenção não-medicamentosa para a hipertensão arterial tem aumentado nos últimos anos.

O pesquisador Leandro Monteiro Zein Esteves (Universidade Católica de Brasília – Taguatinga, Brasília, Distrito Federal) e seus colaboradores analisaram as respostas da pressão arterial (PA) após o exercício de natação e durante a rotina diária de trabalho de indivíduos pré-hipertensos. Os pesquisadores concluíram que a natação em intensidade moderada a alta foi eficaz para promover redução da PA pós-exercício em indivíduos pré-hipertensos durante a sua rotina de trabalho.

Oito indivíduos pré-hipertensos foram submetidos a duas sessões, sendo uma de natação (SN) e a outra de controle (SC). A PA foi medida no repouso pré-exercício e durante 12 horas de recuperação pós-exercício.Na SN, os pacientes nadaram por 45 minutos em uma intensidade moderada a alta, e, durante a SC, os sujeitos permaneceram em repouso na posição sentada pelo mesmo período de tempo.

Os resultados da pesquisa evidenciaram uma diminuição significativa na pressão arterial sistólica (PAS) por duas horas após a SN em relação ao repouso, e uma diferença significativa entre a variação da PAS na recuperação pós-exercício em relação ao repouso pré-exercício.Este achado foi observada entre as sessões na primeira e segunda horas após a recuperação, respectivamente.



Fonte: Portal do Coração


20/01/15

Uma pesquisa feita na Finlândia revela que o bem-estar das crianças pode ter impacto na saúde ao longo da vida. Segundo o estudo, publicado no Circulation, periódico da Associação Americana do Coração, viver experiências psicológicas positivas na infância diminui a probabilidade de doenças cardiovasculares na idade adulta.

O estudo avaliou, em cerca de 3500 crianças e adolescentes de 3 a 18 anos, aspectos como nível socioeconômico, estabilidade emocional, hábitos de saúde dos pais, ocorrência de eventos estressantes e problemas de comportamento. Após 27 anos, quando os participantes tinham de 30 a 45 anos, a saúde cardiovascular de cada um foi analisada. Para isso, os pesquisadores levaram em consideração fatores de risco para o problema, incluindo taxas de colesterol e açúcar no sangue, hipertensão, excesso de peso, tabagismo e diabetes.

Resultado — Segundo as conclusões, crianças que têm um maior bem-estar – como estabilidade emocional e financeira em casa, cultivo de hábitos saudáveis e menores problemas de comportamento (como agressividade e impulsividade) – são menos propensas a sofrer problemas cardiovasculares quando adultas.

Pessoas que viveram mais experiências positivas na infância e adolescência apresentam uma probabilidade 14% maior de terem um peso saudável na vida adulta do que aquelas que vivenciaram menos fatores de bem-estar quando mais jovens. Além disso, têm um risco 12% menor de se tornarem fumantes e 11% menor de sofrerem com taxas elevadas de açúcar no sangue quando mais velhas.

As escolhas que os pais fazem para mudar o ambiente em que a criança vive pode ter efeitos a longo prazo na saúde delas. Por exemplo, pai ou mãe desempregados que permanecem assim por muito tempo podem desencadear um efeito enorme nesse sentido. Por outro lado, se um dos pais deixa de fumar, a melhora da saúde da criança será significativa”, diz a coordenadora do estudo, Laura Pulkki-Råback, da Universidade de Helsinki, na Finlândia.



Fonte: Portal Veja

30/12/14

Novo levantamento mostra que redução da mortalidade no mundo se deve, em parte, à queda de óbitos provocados por câncer e doenças cardiovasculares.

A população mundial está vivendo mais: a expectativa de vida global passou de 65,3 anos em 1990 para 71,5 anos em 2013. Esse aumento se deve ao fato de importantes causas de morte no mundo, como as doenças contagiosas, as cardiovasculares e o câncer, estarem em queda ou sendo tratadas de formas mais eficazes. Como consequência, as pessoas estão morrendo principalmente por problemas ligados ao envelhecimento e ao estilo de vida atual, que inclui sedentarismo, obesidade e tabagismo.

A conclusão faz parte do Global of Burden Disease 2013, estudo financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates que avalia a taxa de mortalidade e todas as causas de óbitos em 188 países, incluindo o Brasil. Os dados foram divulgados no dia 11/12/2014 na revista médica The Lancet.

Segundo a pesquisa, entre 2000 e 2013, o mundo registrou queda significativa na mortalidade por doenças transmissíveis como a diarreia (queda de 31%), o sarampo (de 80%) e a meningite (20%). Além disso, de 1990 para cá, a taxa de mortes por doenças cardiovasculares diminuiu 14% e por problemas respiratórios crônicos, 30%. Em geral, a proporção de óbitos por câncer também caiu nesse período, uma diminuição de 18% em relação ao câncer de mama e de 9% ao de pulmão.

No entanto, algumas doenças apresentam uma tendência contrária, ou seja, possuem taxas de mortalidade cada vez maiores. Nos últimos 23 anos, o número de mortes por câncer de fígado causado pela hepatite C, por exemplo, mais do que dobrou no mundo, enquanto os óbitos provocados pelo abuso de drogas cresceram 63%. Nesse período, também aumentou a taxa de mortalidade por Alzheimer (3,2%), Parkinson (28,2%), diabetes (9%) e problemas renais (36,9%). 

“Como as mortes por doenças cardiovasculares e câncer estão diminuindo, pessoas com diabetes e Alzheimer, por exemplo, acabam morrendo pela progressão dessas doenças, e não antes, devido a um infarto”, diz Paulo Lotufo, diretor do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica e professor da Faculdade de Medicina da USP e um dos colaboradores do estudo.

Idades — Em 1990, a maior taxa de mortalidade mundial ocorria entre crianças de até 4 anos, especialmente na África Subsaariana e no Sul da Ásia, seguida pela proporção de mortes entre idosos com mais de 80 anos, a maior parte em países desenvolvidos. Os dados de 2013 mostram que houve uma inversão: a maior taxa de mortalidade ocorreu entre os idosos, enquanto a mortalidade infantil teve uma queda significativa e passou a ocupar o segundo lugar. “Essa tendência mostra que o mundo caminha para uma taxa de mortalidade compatível com a de países desenvolvidos”, afirma Lotufo.

Vida abreviada — Além da taxa de mortalidade, o estudo também aponta para as principais causas de perda de anos de vida no mundo. Em resumo, esse dado revela as maiores causas de morte entre pessoas que faleceram mais jovens do que a média de sua faixa etária.

Em 2013, as cinco principais causas de perda de anos de vida no mundo foram doenças coronarianas, pneumonia, AVC, diarreia e acidentes de trânsito. As mortes prematuras por HIV cresceram consideravelmente de 1990 para cá: há 23 anos, o vírus da aids era a 27.ª causa de perda de anos de vida no mundo e, em 2013, passou a ser a sexta. No entanto, segundo Paulo Lotufo, o pico da aids já aconteceu em 2005, e a tendência agora é que a sobrevida da doença seja cada vez maior.

Brasil — No Brasil, as principais causas de perda de anos de vida são, na ordem, doença coronariana, violência, AVC, acidente de trânsito e pneumonia. O fato de a violência, como o homicídio, configurar entre os principais fatores que abreviam a vida dos brasileiros chamou a atenção dos autores do estudo. “No Brasil, a probabilidade de morrer devido à violência entre homens chega a 2%”, escrevem. Enquanto no Brasil a violência é a segunda causa de perda de anos de vida, no mundo ela é a 22.ª.

De acordo com o estudo, se a tendência mundial continuar igual, em 2030 a expectativa de vida mundial das mulheres será de 85,3 anos e a dos homens, 78,1 anos. “Minha avaliação é a de que os dados da pesquisa são positivos, o que não significa que a medicina ainda não precise avançar”, afirma Lotufo.



Fonte: Portal Veja

29/12/14

De acordo com estudo, prática possui os mesmos benefícios para a saúde do coração dos exercícios aeróbicos, como a corrida e o ciclismo.

Praticar ioga reduz fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, tais como hipertensão, colesterol e índice de massa corpórea (IMC). A constatação é de um estudo publicado pelo periódico European Journal of Preventive Cardiology.

Os estudiosos analisaram 37 ensaios clínicos, que avaliaram 2 768 pessoas. Eles constataram que a prática indiana oferece os mesmos benefícios para a saúde do coração que atividades aeróbicas tradicionais, como o ciclismo e a corrida. “Esse resultado é importante principalmente para aquelas pessoas que não gostam de exercícios aeróbicos, mas que querem colher seus benefícios”, explicam os autores.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: The effectiveness of yoga in modifying risk factors for cardiovascular disease and metabolic syndrome: A systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials​

Onde foi divulgada: periódico European Journal of Preventive Cardiology.

Quem fez: Paula Chu, Rinske A Gotink, Gloria Y Yeh, Sue J Goldie e MG Myriam Hunink.

Instituição: Universidade Harvard, nos Estados Unidos, entre outras.

Resultado: A prática de ioga melhora a saúde do coração por reduzir a pressão arterial e o colesterol “ruim” (LDL), além de aumentar o colesterol “bom” (HDL) e emagrecer.
Conclusões — O estudo revelou que a ioga pode reduzir o IMC, a pressão arterial e o colesterol “ruim” (LDL), além de aumentar o colesterol “bom” (HDL). Com esses resultados, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a ioga e os exercícios aeróbicos funcionam da mesma maneira para o corpo.

Os autores explicam que os benefícios são potencializados se a ioga for pratica em conjunto com o uso de medicamentos, principalmente para aqueles que já possuem alguma doença do coração. “Provavelmente a ioga ainda oferece benefícios como redução do stress, que também auxilia na saúde metabólica e cardiovascular”, dizem os autores.



Fonte: Portal Veja