26/06/15

Você sabia que o consumo de água mineral pode ser considerado um fator protetor contra as doenças cardiovasculares? 

Há diferentes tipos de água mineral, pois sua constituição difere dependendo do local de onde é retirada. Em locais em que o acesso a água potável é restrito, é comum a dessalinização da água (purificada). Esse é um processo de alto custo que, apesar de fornecer um produto passível de consumo, restringe a composição de seus sais minerais.

A doença cardiovascular é extremamente comum, sendo a principal causa de mortalidade no nosso país. Isso resulta em custos elevados para o sistema de saúde e diminuição importante da qualidade de vida. Sendo assim, a prevenção da doença cardiovascular, com o controle de seus fatores de risco, é uma medida fundamental.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo de água mineral rica em cálcio e magnésio demonstrou estar associado a diminuição da mortalidade por eventos cardíacos isquêmicos, como o infarto do miocárdio (ataque cardíaco). Em estudos populacionais e experimentais houve um melhor controle de fatores de risco cardiovasculares, vindo de encontro com o que é defendido pela OMS. O consumo de água mineral parece contribuir, nesse contexto, de diversas maneiras, como: melhor controle dos níveis tensionais em hipertensos, controle de níveis glicêmicos (em estudos experimentais), diminuição dos níveis de colesterol total e LDL-c ("colesterol ruim") em dislipidêmicos e diminuição de fatores que estão associados a um maior estresse oxidativo.

Entretanto, faltam estudos que embasem melhor a recomendação dessa medida, a nível de saúde pública, e sobram dúvidas sobre o assunto. Por exemplo, qual é o balanço ideal de minerais para se obter um benefício cardiovascular? Qual é a quantidade recomendada para consumo mínimo diário? Qual é o peso desse benefício nas populações que não enfrentam a desnutrição?

Nesse sentido, há necessidade de mais pesquisas e maior conscientização dos governos, principalmente daqueles países que possuem faixas importantes da população em que a dieta não é suficiente para prover esses minerais de maneira satisfatória. Sendo assim, o consumo de água mineral parece ser uma medida adicional importante na prevenção da doença cardiovascular, especialmente nas populações mais carentes. 


Fonte: Portal do Coração

25/06/15


Você tem mania de pingar descongestionante no nariz? E sabia que alguns deles podem acelerar o ritmo do coração?

Medicamentos contra asma (broncodilatadores de ação rápida, conhecidos como bombinhas) e descongestionantes nasais, que só deveriam ser usados mediante receita e em situações específicas, com acompanhamento, são usados sem prescrição. Tem gente que tem um em cada canto da casa. 

Mas isso pode ser perigoso. Os descongestionantes contêm vasoconstritores para reduzir os cornetos inflamados. Entretanto, também podem afetar outros vasos, inclusive os do coração. Ele promove a diminuição do calibre dos vasos sanguíneos em todo o organismo. O coração é repleto de vasos sanguíneos, a rede vascular nobre do coração é as coronárias. Então o apertamento das coronárias pode propiciar o infarto, surgimento de arritmias. 

Após a aplicação do remédio, os vasos do nariz contraem e sobra mais espaço para a passagem do ar. O problema é que os vasos logo voltam a inchar e o nariz fica novamente entupido. Com o tempo, é preciso ter mais remédio para surtir o efeito. Quanto mais remédio, maior o efeito rebote. Isso acaba viciando, descompensando o nariz. Quando o nariz entope, o ideal é aplicar soro fisiológico ou uma solução fisiológica.

Os broncodilatadores contêm vasodilatadores, que alargam os brônquios, mas também atingem os vasos do coração. Este efeito sistêmico pode desregular o ritmo do coração, causando arritmia.

Quando a pessoa usa o corticoide inalatório adequadamente, como prescrito pelo médico, ela não vai usar os medicamentos de alívio. Esses medicamentos de alívio, quando usados exclusivamente, sem os remédios de manutenção, e usados abusivamente, esses sim podem dar efeitos colaterais, como tremor, batedeira no coração, arritmia. O paciente tem que usar adequadamente os medicamentos profiláticos para não precisar usar medicamentos de alívio.



Fonte: Portal G1

24/06/15

O açúcar adoça a vida e é uma delícia. Muita gente é até viciada nele. Mas como controlar o açúcar que a gente não enxerga? Você sabia que até alimentos considerados ‘salgados’ têm açúcar? Por exemplo, o catchup! De acordo com a Organização Mundial de Saúde, uma colher de sopa o catchup equivale a uma colher de chá de açúcar!

De acordo com a OMS, adultos e crianças devem reduzir a ingestão de açúcar livre para que corresponda a menos do que 10% das calorias ingeridas diariamente - seis colheres de chá por dia. No Brasil, 61% das pessoas consomem açúcar em excesso. 

A preocupação da OMS é com o açúcar oculto, que vem nos alimentos industrializados. Entretanto, no Brasil, a indústria já está negociando a redução da quantidade de açúcar nos produtos prontos. O açúcar pode ser representado por vários nomes no rótulo: maltodextrina, açúcar invertido, xarope de milho, frutose, lactose.
 
Suco natural, adoçado ou néctar?

Algumas pessoas estão tomando o néctar do suco e acham que é o suco natural. Como diferenciar um do outro? A grande diferença entre o natural e o néctar é que o natural tem 100% de fruta, sem adição de água, corante ou conservante.

Já o suco adoçado não tem só a fruta. É a fruta, o açúcar e, geralmente, um pouquinho de conservante, de corante. Um copo de suco adoçado pode ter até uma colher de chá de açúcar. O néctar é uma bebida feita com, no mínimo, 40% de suco da fruta. Em cada copo de néctar tem uma colher de sopa de açúcar!

Para saber se é suco de verdade, a pessoa precisa olhar no rótulo.

Os efeitos do açúcar

Além da obesidade, o açúcar causa um efeito deletério nos vasos dos rins, cérebro e coração. O açúcar age diretamente no centro do prazer do nosso cérebro. Além de dar energia rapidamente, o açúcar ativa o hipotálamo, que regula o quanto comemos, e a região frontal do cérebro, ligada à busca de recompensas.

Alimentos com alto teor de açúcar são logo absorvidos, aumentando muito rápido a glicemia. Esses picos glicêmicos podem dar uma sensação de prazer, fazendo a gente querer repetir a dose. Entretanto, quanto mais acontecem esses picos, maiores as chances de obesidade, diabetes, infartos e até doenças como depressão e demência.



Fonte: Portal Bem Estar

23/06/15

Descobrir a sua probabilidade de ter um ataque cardíaco ou um derrame é algo que pode estar escondido na palma da sua mão, segundo as conclusões de um estudo canadense.

Uma pesquisa com mais de 140 mil pessoas de 14 países, publicado na revista científica "Lancet", sugere que a força do punho é um indicador melhor que a medição da pressão sanguínea para se prever o risco dessas doenças.

Segundo pesquisadores canadenses, esse seria um método "simples e barato" de ser implementado.

A força de se pressionar algo com a mão, naturalmente, vai sendo reduzida no decorrer dos anos. Mas aqueles cuja a força cai muito rapidamente têm um risco maior de se ter problemas de saúde.

As mulheres nos seus 20 anos, por exemplo, conseguem exercer uma força do punho equivalente a 34 quilos – algo que cai para 24 quilos quando elas atingem os 70 anos. Para homens nas mesmas faixas etárias, esse número cai de 54 quilos para 38 quilos.

O estudo mostrou que a cada 5 quilos de força reduzido na força do punho se aumenta em 17% em problemas de coração e 9% a de derrame.

Mais precisão?

Os médicos atualmente calculam a propensão a essas doenças a partir de informações fornecidas pelo paciente, como histórico familiar de doenças, se são fumantes, sedentários, além de dados como peso e níveis de colesterol e pressão.

No entanto, para os os pesquisadores, a força do punho é um indicador muito mais preciso do que a pressão sanguínea.

Para pesquisadores canadenses, médoto é simples, barato e mais eficiente que medir a pressão sanguínea

"A força do punho pode ser um teste fácil e barato para testar o risco de os pacientes de terem doenças cardiovasculares", afirma Darryl Leong, um dos pesquisadores da Universidade McMaster, no Canadá, que conduziu o estudo.

"Mas ainda são necessárias mais pesquisas para se estabelecer se exercícios para melhorar a força muscular podem reduzir o risco desses problemas."

Doirean Maddock, da Fundação British Heart, disse que a pesquisa "é bastante interessante, mas que ainda é preciso se fazer mais estudos para se determinar a ligação entre a força do punho e as doenças cardiovasculares".

O que se sabe até o momento é que o endurecimento das artérias acabam reduzindo a força muscular.


Fonte: Portal G1

22/06/15

Não é só a comida gordurosa e a falta de exercícios que fazem mal ao coração. Uma infecção, um resfriado... Eles podem virar um problema cardíaco, como a miocardite.

Infecções na garganta ou uma simples gripe podem aumentar o risco de doenças cardíacas. Isso porque as bactérias e os vírus que a gente pega não ficam só no local da infecção. Eles caem na corrente sanguínea, circulam pelo corpo e o mais preocupante: podem chegar ao coração e agredir a fibra do músculo cardíaco.

Você já ouviu falar de miocardite? Quem já teve descreve os sintomas: dor no peito, falta do ar, palpitação. Esse tipo de sintoma costuma aparecer até três semanas depois da infecção. Aí é preciso se cuidar logo. Quanto mais tempo você demora a detectar ou interromper este processo inflamatório, maior o risco deste paciente morrer. Ele pode morrer por insuficiência respiratória, ele pode morrer por insuficiência cardíaca, por arritmia. É uma causa de morte súbita.

A maioria das miocardites é transitória e evolui bem. Passado o quadro de miocardite, pode haver uma sequela no coração. Fica uma espécie de fibrose, como se fosse uma cicatriz. Se for pequena não interfere em nada, mas dependendo do tamanho, pode levar a arritmias, por exemplo. Cerca de 10% das miocardites podem ser graves e levar a um quadro mais sério de insuficiência cardíaca. Dessas graves, 5% são contornáveis com remédios, suporte circulatório ou transplante, e 5% pode levar à morte, é a chamada miocardite fulminante.

Sinais do coração

Medir o pulso ajuda a descobrir problemas no coração. Você sabia? Um paciente com taquicardia tem a pulsação elevada. Chega a 193 batimentos por minuto, quando o ideal é entre 60 e 90 batimentos.

Se o coração está batendo muito rápido, acima de 90 por minuto em repouso, pode ser sinal de doenças como anemia ou hipertireoidismo. Se acontecer o contrário, batimento menor que 60 por minuto, o paciente pode estar com bradicardia, que é sinal de problemas cardíacos ou do próprio envelhecimento.



Fonte: Portal Bem Estar

28/05/15

Quem sofre de hipertensão pode, no futuro, livrar-se da obrigação de tomar comprimidos diários. Cientistas estão desenvolvendo uma vacina capaz de controlar a pressão arterial por até seis meses, o que diminuiria os riscos relacionado à falta de aderência ao tratamento.

Trata-se de uma vacina de DNA que tem como alvo um hormônio, a angiotensina II, que provoca um aumento da pressão ao contrair os vasos sanguíneos.

A estratégia foi testada em ratos, que receberam três doses da imunização, com intervalo de duas semanas. Segundo os pesquisadores, a vacina não apenas diminuiu a pressão sanguínea por até seis meses, mas também reduziu os danos ao tecido do coração e dos vasos sanguíneos associados à hipertensão.

"Pesquisas adicionais sobre essa vacina de DNA, incluindo o aumento do período de redução da pressão sanguínea, pode levar a uma nova opção terapêutica para pacientes hipertensos", diz o médico Hironori Nakagami, um dos autores da pesquisa e professor da Universidade Osaka, no Japão. Um artigo descrevendo o experimento foi publicado nesta semana na revista "Hypertension".

O cardiologista Marcus Vinícius Bolívar Malachias, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia e professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, observa que o desenvolvimento de uma vacina como essa é uma alternativa muito aguardada pela comunidade médica justamente por causa da dificuldade dos pacientes em aderir ao comprimido diário.

Malachias cita que 90% dos pacientes hipertensos precisam usar medicamentos diários para controle da pressão. Dados do Brasil mostram que cerca de 80% dos hipertensos estão fora da meta do controle de pressão. “Ou não tomam o medicamento regulamente ou não tomam na dosagem correta.”

Entre os fatores que contribuem para a falta de adesão às drogas está o fato de que a hipertensão é geralmente assintomática. “O paciente não sente nada e por isso não vê a importância de tomar remédio”, diz o cardiologista. Pesa também o fato de o tratamento ser crônico e poder continuar ao longo de toda a vida.

Existem também crendices acerca dos medicamentos. O homem teme que o remédio interfira no desempenho sexual. A mulher tem maior aderência ao tratamento, mas teme ganhar peso ou alterações de pele.”

"As pessoas têm que se conscientizar que hipertensão é uma doença silenciosa que mata ou traz consequências muito ruins para coração, cérebro e rins. Se um dia, daqui algumas décadas, depois de estudos experimentais, tiver uma vacina que controle a pressão, você reduziria em grande parte a mortalidade da população por derrame cerebal e infarto". 


Fonte: Portal Bem Estar