05/03/15

Prevenindo doenças cardiovasculares

Hábitos de vida saudáveis e controle de fatores de risco, como a pressão alta, podem evitar infarto e AVC

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, 17,3 milhões de pessoas morrem anualmente vítimas dessas doenças. E a estimativa para os próximos anos não é nada animadora: esse número pode chegar a 23,6 milhões até 2030.

No Brasil, essa realidade não é diferente. Por ano são aproximadamente 300 mil óbitos de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Nesse grupo estão principalmente os referentes ao acidente vascular cerebral (AVC) e o infarto, ambos os mais fatais ou incapacitantes.

A medida mais eficaz para evitar esse grave cenário e as danosas consequências ainda é a prevenção. As doenças cardiovasculares podem ser evitadas com medidas simples e acompanhamento médico. O primeiro passo, indicam os especialistas, é verificar se há algum fator de risco para o desenvolvimento dessas condições. Diabetes e pressão alta, por exemplo, aumentam consideravelmente o risco de episódios cardiovasculares.

Geralmente são quadros assintomáticos, por isso é importante identificá-los e tratá-los logo. É essencial medir a pressão, verificar a presença ou não do diabetes e avaliar o histórico familiar da pessoa”, recomenda o Dr. Raul Dias dos Santos Filho, cardiologista do Einstein. Quem tem casos de doenças cardíacas antes do 55 anos nos homens e antes dos 65 anos nas mulheres entre os familiares de primeiro grau tem maior risco.

Por conta da alta prevalência, seria bom que a avaliação médica começasse precocemente, em torno dos 20 anos. Principalmente se a pessoa estiver acima do peso e tiver antecedentes na família”, completa Dr. José Antônio Maluf de Carvalho, gerente médico de Pacientes Crônicos do Einstein. O rastreamento pode ser realizado com periodicidade de dois a cinco anos para aqueles que seguem um estilo de vida saudável, mantêm o peso, controlam a dieta e não tem pressão alta ou diabetes. Para aqueles que não se enquadram nessas condições as visitas ao médico devem ser anuais.

Além dos fatores biológicos, questões comportamentais como, tabagismo, sedentarismo, má alimentação e alto índice de gordura abdominal também influenciam de forma contundente no desenvolvimento das doenças cardiovasculares. Fumar representa um grande risco e impacta em várias doenças de origem oncológica. “Largar o cigarro reduz imediatamente pela metade o risco de morrer do coração. Em cinco anos, esse risco zera”, enfatiza Dr. Raul.

Grande parte das condições adversas são tratadas com uma simples mudança no estilo de vida: dieta, atividade física e controle de peso. Por isso, reduzir o consumo de gorduras e apostar nas frutas, vegetais e na carne branca, além de fazer exercícios físicos são condutas essenciais.

Modificando o hábito alimentar e adotando exercícios, é possível reduzir a quantidade de colesterol no sangue, por exemplo. Mas, para ter efeito protetor, a atividade física deve ser feita durante, pelo menos, 30 minutos por dia e com intensidade moderada, aquela em que é possível sentir uma aceleração dos batimentos cardíacos e a conversa fica difícil. Esse tempo também pode ser acumulado e transformado em um período de uma hora três vezes por semana. “Os exercícios melhoram o coração e os vasos sanguíneos. Também reduzem a inflamação no sangue, o índice de glicose e o risco de trombose”, explica Dr. Raul.

A redução do colesterol no sangue passa a ter impacto na saúde após um ano, e os tratamentos para estabilizar a pressão arterial a partir dos seis meses. Vale ressaltar que as condições crônicas são apenas controladas e não curadas. Por isso, o tratamento deve ser seguido sempre.

Na pré-escola

Quando se trata de prevenção precoce de doenças crônicas, os olhos dos especialistas se voltam às crianças. E o que se tem visto é assustador. O crescente índice de obesidade e consequências como altas taxas de colesterol, tem trazido um prognóstico sombrio. A cada novo aparelho eletrônico, mais tempo elas passam em frente à tela, seja do computador, da televisão, do videogame ou até mesmo do celular.

Some-se a essa redução na movimentação uma alimentação baseada em produtos embutidos e o problema está completo. “O ambiente é tóxico, há pouca disponibilidade de alimentos saudáveis, principalmente a um custo menor do que os não-saudáveis. Os pais precisam voltar ao hábito de sentarem-se à mesa e escolherem o que comem. Isso não acontece quando o jantar é na frente da TV”, opina Dr. José Antônio. “O ambiente da criança precisa ser reconduzido e os pais são os responsáveis”, aconselha o médico.

Por isso, o hábito de se alimentar corretamente e praticar atividades físicas pode e deve começar na infância. A criança obesa tem 40% de chance de ser um adulto obeso. E para evitar que os índices de doenças cardiovasculares continuem aumentando, é preciso garantir desde já o futuro dos pequenos aplicando essas medidas simples, que garantirão a eles mais saúde e energia hoje e em toda a fase adulta. 



Fonte: Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein
 

04/03/15

A depressão e doença arterial coronariana (DAC) são condições clínicas muito comuns. A depressão é um transtorno do humor caracterizado por tristeza persistente (mais de duas semanas), falta de ânimo (anedonia), fadiga, irritabilidade, baixa autoestima, alterações do apetite e peso, insônia, entre outros sintomas.

A DAC caracteriza-se pela formação de placas de gordura na parede das artérias do coração (ateromas), sendo a principal causa do infarto do miocárdio, popularmente conhecido como ataque cardíaco.

O comprometimento da qualidade e expectativa de vida são características de ambas as doenças. Existem várias condições observadas em pacientes depressivos, as quais facilitam o desenvolvimento da DAC, e também, pioram a evolução clínica de pacientes com DAC conhecida.São elas:

- Adesão inferior a orientações médicas (uso de medicamentos e modificações no estilo de vida, como prática de exercícios, adoção de uma dieta mais adequada, perda de peso, cessação do tabagismo, entre outras);
- Maior ativação e agregação plaquetária, predispondo à formação de coágulos;
- Disfunção do revestimento interno dos vasos (endotélio), levando a um comprometimento de sua capacidade de dilatação, bem como, precipitando a formação de placas de ateromas;
- Disfunção autonômica (diminuição da variabilidade da frequência cardíaca).

A literatura médica recente tem mostrado que a depressão por si só está se tornando um fator de risco independente para complicações cardíacas, tanto na prevenção primária (pessoas sem doença cardíaca) como na prevenção secundária (pessoas com doença cardíaca conhecida). Como o diagnóstico de depressão em pacientes com doença cardíaca é difícil, devido às semelhanças dos sintomas, o profissional de saúde deve realizar uma avaliação cuidadosa para diferenciar os sinais clínicos de depressão daqueles relacionados com doenças cardíacas em geral.

Tratamentos bem sucedidos da depressão têm mostrado melhora na qualidade de vida dos pacientes e nos resultados cardiovasculares. No entanto, estudos clínicos maiores são necessários para apoiar essa inferência.



Fonte: Revista da SOCESP

03/03/15

Um tomate médio, ou seja, aproximadamente 120 gramas, fornece cerca de 22 calorias, 5 gramas de hidratos de carbono (incluindo 1 grama de fibra e 3 gramas de açúcar) e uma 1 grama de proteína. Os tomates são uma fonte rica de vitaminas A, C e ácido fólico.

Os tomates contêm uma ampla variedade de nutrientes e antioxidantes benéficos , incluindo licopeno, colina, ácido fólico, beta caroteno e luteína. O licopeno é o antioxidante que dá aos tomates a sua coloração vermelha. Em média, os tomates são responsáveis por até 80 por cento do consumo diário de licopeno de um ser humano.

Os benefícios do consumo de frutas e legumes de todos os tipos, incluindo tomates, são infinitos. Quando consumimos diariamente frutas, verduras e legumes, reduzimos nosso risco risco de doenças cardiovasculares (ataque cardíaco e derrame cerebral, por exemplo), diabetes e câncer. Além disso, esse padrão alimentar, rico em frutas e hortaliças, associa-se à pele e cabelo mais saudáveis, aumento da energia e menor peso, diminuindo o risco de obesidade.

Benefícios do consumo regular de tomates

- Pressão arterial: o tomate é rico em potássio. A manutenção de uma baixa ingestão de sódio é essencial para a redução da pressão arterial, no entanto, o aumento na ingestão de potássio pode ser tão importante por causa de seus efeitos vasodilatadores. De acordo com a Health and Nutrition Examination Survey Nacional , menos de 2 por cento dos adultos norte-americanos atendem a recomendação diária de ingerir 4.700 mg de potássio por dia. Também é digno de nota que uma elevada ingestão de potássio associa-se a uma diminuição de 20% no risco relativo de morte por todas causas.

- A saúde do cardiovascular: o teor de fibras, potássio, vitamina C e colina no tomate fortalece a saúde do coração. Um aumento na ingestão de potássio, juntamente com uma diminuição na ingestão de sódio é a mudança dietética mais importante que uma pessoa pode fazer para reduzir seu risco de doença cardiovascular, de acordo com Mark Houston, professor clínico da Vanderbilt Medical School e diretor do Instituto de Hipertensão do Hospital St. Thomas (Tennessee, Estados Unidos).

Em um estudo, aqueles que consumiram 4.069 mg de potássio por dia tiveram um risco relativo 49% por cento menor de morte por doença arterial coronariana (formação de placas de gordura na parede das artérias, a principal causa do ataque cardíaco) em comparação com aqueles que consumiram menos potássio (cerca de 1000 mg por dia). O consumo elevado de potássio, também associa-se a um risco menor de acidente vascular cerebral (derrame cerebral), ajuda na manutenção da densidade mineral óssea e reduz a formação de cálculos renais.

- Diabetes: estudos têm demonstrado que diabéticos tipo 1 que consomem dietas ricas em fibras têm níveis mais baixos de glicose no sangue. Em diabéticos do tipo 2, as fibras podem melhorar os níveis de glicose, gorduras e insulina no sangue. Uma xícara de tomates cereja fornece cerca de 2 gramas de fibras.




Texto: Dr. Tufi Dippe Júnior – Cardiologista
Fonte: Portal do Coração

02/03/15

Você sabia que a as doenças cardiovasculares matam mais mulheres que o câncer de mama? Ainda assim, tais doenças aparecem mais associadas ao universo masculino, com bem menos destaques para as mulheres que os tumores.

Pensando nisso, a campanha “Go Red for Women” (“Fique Vermelha para as Mulheres”, em tradução livre), em parceria com a SBHCI (Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista), tem o objetivo de alertar as mulheres sobre risco e prevenção das doenças do coração. O dia mundial dessa campanha é comemorado na primeira sexta-feira do mês de fevereiro (no caso de 2015, dia 6). Nesse dia, museus, empresas e monumentos são iluminados e as pessoas são convidadas a se vestirem de vermelho para demonstrar o seu apoio.

Com o mote “As mulheres podem tudo. Só não podem esquecer da própria saúde!”, a campanha chama atenção para o fato de que a mulheres muitas vezes deixam de lado os sintomas das doenças cardiovasculares, acreditando que o mal estar que está sentindo é passageiro ou fruto de outras doenças.

Sintomas de infarto são diferentes nas mulheres

A cada ano, mais mulheres são vítimas de doenças cardiovasculares no Brasil. Atualmente, cerca de 30% dos casos de infarto têm mulheres como vítimas. Por conta disso, é necessário alguns cuidados especiais, já que o músculo cardíaco delas possuem algumas particularidades em relação ao dos homens.

O coração delas é menor, as artérias coronárias são mais estreitas e a frequência cardíaca de repouso maior, ou seja, o coração é mais acelerado. Essas mudanças, em si, não são grandes causadoras de problemas, segundo a médica cardiologista Elizabeth Giunco Alexandre, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, mas é importante ficar atenta, porque o diâmetro dos vasos pode favorecer o acúmulo de gorduras no futuro. “Tal particularidade vai interferir mais em uma cirurgia de revascularização dos vasos ou no caso de uma implantação de stents, caso seja necessário”.

Também são diferentes os sintomas que as mulheres sentem em caso de infarto. Geralmente não há a presença de dois sinais bastante reconhecidos: aquela forte dor no peito do lado esquerdo e o formigamento no braço.





Texto: Tarima Nistal
Fonte: Portal Coração Alerta

27/02/15

Estima-se que cerca de 10% da população adulta brasileira sejam diabéticos. Segundo dados da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), 41% tomam medicamentos, 29% fazem apenas dieta, 23% não seguem nenhum tratamento e 7% são dependentes de insulina.

O diabetes é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e entupimento de artérias, especialmente das pernas e pés, além de formação de aneurismas — dilatação de um vaso sanguíneo. Um estilo de vida saudável dificulta o aparecimento dos males que podem acometer as funções do coração.

O risco de sofrer um infarto aumenta 40% nos diabéticos homens e 50% nas mulheres que têm a doença. Quando a enfermidade se instala, potencializa outras condições de risco, como a pressão alta e o colesterol elevado. O diabetes é uma espécie de combustível perverso, difícil de ser removido e pronto para causar muitos problemas.

O diabetes tipo II oferece mais risco para o aparecimento de doenças cardiovasculares. A má alimentação, falta de atividade física regular e de acompanhamento médico adequado são hábitos que devem ser modificados. Cuidados dietéticos protegem o pâncreas, e dessa forma evita seu esgotamento precoce quanto à capacidade de produção de insulina.

Embora o diabetes tipo I seja menos frequente e ocorra na infância ou na adolescência, a enfermidade está associada a um problema imunológico. O portador dessa categoria da doença precisa de insulina diariamente para controlar a glicose no sangue.

De acordo com o cardiologista e clínico geral do HCor (Hospital do Coração) em São Paulo, Abrão Cury, controlar o peso, praticar atividades físicas regulares, reduzir carboidratos, bem como realizar refeições em horários regulares, são atitudes que podem prevenir o diabetes tipo II, além de controlar definitivamente a doença e, consequentemente, garantir o bom funcionamento do coração. “Entretanto, em alguns casos podem ser necessários medicamentos para controlar a glicemia do paciente”.

Além do paciente diabético ter mais risco de contrair doenças do coração, é necessário cuidado redobrado mesmo após o tratamento. “Isso porque sempre haverá tendência de obstruções das artérias. É importante não procurar por ajuda apenas em momentos mais sérios, mas principalmente para prevenção de patologias. Se as doenças não forem evitadas, poderão trazer consequências muito mais graves à saúde”, finaliza o médico do HCor.

Diabetes e doenças cardiovasculares

As doenças cardiovasculares estão entre as causas mais frequentes de morte no Brasil. Evitar o diabetes significa afastar essa ameaça. E não é difícil seguir esse caminho.

Primeiro, é necessário avaliar a presença de fatores de risco, como tabagismo, excesso de gordura abdominal, hipertensão, sedentarismo, dieta pobre em fibras e história de diabetes na família. Quando esses fatores existem, o acompanhamento com um profissional de saúde promove uma melhora gradual no estilo de vida e reduz o risco de desenvolver a doença em cerca de 60%.

Em pessoas com diabetes, a orientação ajuda a reduzir a gordura abdominal e a controlar melhor os níveis de pressão arterial, colesterol e glicose, diminuindo os riscos de infarto e de AVC. Já os que não desenvolveram nenhum fator de risco sabem: boa alimentação (rica em frutas, hortaliças (legumes e verduras), grãos integrais, produtos como leites e seus derivados desnatados) e exercício físico regular podem manter o diabetes longe.




Fonte: Portal Coração Alerta

26/02/15

Cientistas descobriram que o risco de uma pessoa infartar até duas horas após um episódio de raiva intensa é 8,5 vezes maior do que após "níveis normais" de raiva. O estudo, realizado com 313 pacientes, foi publicado no periódico European Heart Journal: Acute Cardiovascular Care, da Sociedade Europeia de Cardiologia.

Os pesquisadores chegaram a esta conclusão após pacientes com diagnóstico confirmado de infarto responderem a uma autoavaliação sobre seu nível de raiva até 48 horas antes do ataque. A escala do questionário variava entre um (calmo) e sete (enfurecido, fora de controle, atirando objetos, prejudicando a si ou a outras pessoas). Os níveis de um a quatro foram considerados "normais" e o nível cinco (muito irritado, o corpo tenso, talvez os punhos cerrados, pronto para estourar) foi definido como o limiar de raiva intensa.

As respostas dos participantes mostraram que 2,2% dos pacientes alcançaram um estado de raiva de, no mínimo, nível cinco, nas duas horas precedentes ao início dos sintomas. "Embora o risco de qualquer acesso de raiva desencadear um ataque cardíaco seja baixo, os dados demonstram que o perigo é real", afirmou Thomas Buckley, pesquisador da Universidade de Sidney, na Austrália.

De acordo com os autores, este estudo confirma o que já havia sido sugerido anteriormente: a raiva pode agir como gatilho para um infarto. Diante disso, eles alertam que é necessário considerar estratégias para proteger indivíduos que correm um risco maior durante momentos de raiva aguda.

Principais causas - Os eventos mais relatados pelos pacientes como desencadeadores de sua raiva intensa foram: discussão com familiares ou com terceiros e raiva no trabalho ou no trânsito. "O aumento do risco de um infarto ocorrer após episódios de raiva ou ansiedade intensa é provavelmente o resultado do aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial no organismo", explicou Burckley.

Para os investigadores, descobertas como essa coincidem com as evidências de que fatores psicológicos agudos ou crônicos influenciam na causa de infarto, morte súbita e acidente vascular cerebral (AVC).



Fonte: Portal Veja